sexta-feira, 6 de janeiro de 2012


Dizem que é muito mais fácil apontar os defeitos dos outros do que enxergar os próprios. É muito mais fácil caracterizar a personalidade de alguém que você conviveu por quinze minutos do que a sua própria, da qual você encara todos os dias.

Mas se não conseguimos enxergar nossos próprios defeitos, nem nossa própria personalidade, como saberemos quem somos? Por que somos, e para onde vamos?

"Ser ou não ser, eis a questão..."

Essa frase proferida por Shakespeare em pleno século XVI, por mais simples e diminuta que seja, nos remete a um leque de dúvidas e indagações. Sonhos, planos, amores, amizades, o que é você? Que conjunto de características, formas e cores te formam?

Como uma aquarela, não existe pessoa igual à outra. Seja por fatos gritantes como o azul no lugar do laranja, ou discretos como várias nuances de uma mesma cor.

Acredito que a personalidade e a identidade de uma pessoa venha pré-moldada desde seu nascimento, mas que seja apenas um alicerce, e que o aperfeiçoamento, tal qual a decoração, venha com a vivência.

Somos dobrados, pintados, jogados, quebrados, remendados e decorados. Somos remodelados e adaptados. Tudo isso para não fim não sabermos nem ao menos nos definir.

Conhecer a si próprio é muitas vezes mais útil do que conhecer as pessoas ao redor. E perder algumas horas pensando no que você é, e no que deseja ser não é tempo jogado fora. O autoconhecimento nunca foi perda de tempo.

Pois sabendo quem você é, você sabe o que quer. Se torna menos manipulável, e assim, mais dono da própria vida, da idependência tão sonhada.

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